A Sacerdotisa

O processo iniciou em 2015.
Mas apenas em 2018 fui capaz de ancorar (e encarar) a missão abertamente.
Oficialmente.
Com direito a exposições nas redes sociais.
E altas tretas familiares.
Até então todas as minhas experiências e descobertas ficavam escondidas, restritas apenas a algumas pessoas, de minha maior confiança.
Pessoas que eu sabia que não me julgariam.
E me apoiariam em minhas explorações.
Em meados de 2017 as vontades eram latentes.
Havia algo nesse Universo que me chamava.
O Tantra foi por onde comecei.
Mas logo as escolas que eu conhecia se tornaram insatisfatórias para o que eu buscava.
E até intentei, num impulso, “fazer um programa”.
Para ver qual que era.
Para me colocar à prova, finalmente encarar todas aquelas questões que me assombravam secretamente o íntimo.
Felizmente o plano não deu certo.
Não pela questão moral envolvida.
E sim pela compreensão da minha alma de que cabia a mim a Missão de ressignificar o papel das garotas de programa.
Das prostitutas.
Das mulheres que trabalham com sexo.
E finalmente de TODAS as Mulheres.
E isso não poderia acontecer se eu seguisse os mesmos conhecidos passos.
Era preciso um novo caminho.
Um novo olhar.
Para que eu pudesse trazer tudo o que descobria a público.
Com a minha cara.
A minha linguagem.
A minha poesia de SER.
***
O termo Sacerdotisa veio em 2018.
Através das cartas de Tarot de Cris Mouske, da Ciranda Sagrada.
“Mana, trata-se de um aprendizado de amor para a sua alma.
Você é uma Sacerdotisa. E isso precisa ser vivido.”
Era realmente o que eu precisava.
Vincular valores elevados a uma posição que, por imposições do patriarcado, se tornou mal vista e pecaminosa.
E que justamente por essa marginalização causa hoje tantas dores aos seres humanos.
link do post “Despertando o Arquétipo da Sacerdotisa” (em Blog).